A Secretaria Municipal da Família e Desenvolvimento Social em parceria com o poder judiciário e Ministério Público de Castro, iniciou projeto de prevenção à reincidência e enfrentamento da violência doméstica com o objetivo de reduzir os índices no município.

O trabalho foca no autor da agressão contra a mulher, que após ser sentenciado pelo judiciário, é encaminhado para o trabalho sociodeucativo a partir do atendimento no Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) que faz o cadastro, avaliação e encaminhamento para equipamentos públicos. Ele deve participar de oito encontros quinzenais, no Centro da Juventude, onde será desenvolvido trabalho intersetorial que visa contribuir para o rompimento dos padrões violadores do direito no interior da família, refletir sobre os valores e cultura da paz e fortalecer a função protetiva das famílias, entre outros. “Estamos desenvolvendo trabalho de escuta, reflexão e informação junto aos agressores no âmbito intrafamiliar, e sobre a cultura social histórica da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, explica a secretária da Família e Desenvolvimento Social, Ana Carolina Barros.

O primeiro encontro aconteceu no dia 27 de março e o projeto conta com profissionais da secretaria; Creas; Centro de Referência e Assistência Social (CRAS); Saúde; Segurança Pública; Ministério Público; judiciário e polícias Civil e Militar. A cada quadrimestre, os responsáveis da rede se reunirão para avaliar o trabalho desenvolvido e os resultados alcançados. Paralelamente ao projeto, haverá apoio, auxílio e acompanhamento à mulher vítima de violência.

Números
Em 2018, os Creas Neuza Aparecida Freitas e Aconchego registraram 199 atendimentos à mulheres vítimas de violência doméstica. Em 2019, até metade do mês de fevereiro, houve 39 atendimentos e o setor de Segurança Pública registrou dois feminicídios e um terceiro caso de suspeita de feminicídio.

Ana Carolina destaca que além do apoio à vítima, é necessário realizar um trabalho de reeducação junto ao agressor para que haja a conscientização da necessidade de mudança do comportamento, mostrando que a violência não pode ser banalizada. “É necessário tratar o agressor para prevenir a reincidência de novas agressões, além de refletir sobre alternativas à violência para a resolução de problemas familiares”, diz.

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