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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

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    Após assassinatos, Castro terá caminhada em protesto à violência contra as mulheres

    Mobilização está marcada para as 10 horas deste sábado (12) na Praça Pedro Kaled. Manifestantes vão carregar cartazes e vestir roupas da cor preta em solidariedade às famílias das vítimas.


    Moradores de Castro estão organizando uma caminhada contra o cenário de violência contra as mulheres que assola o município. A cidade, com pouco mais de 70 mil habitantes, registrou o seu terceiro feminicídio – que é quando uma mulher é assassinada - em menos de 10 dias. 

    O primeiro caso aconteceu na madrugada do dia (03), quando Aline Aparecida da Luz Moura, de 30 anos, foi assassinada a facadas e machadas pelo namorado na zona rual do município. O rapaz chegou a esconder corpo da mulher em uma fossa. 

    Cristiane Tereza Carneiro de 32 anos morreu na tarde de quarta-feira (09) depois de levar cerca de 20 facadas a poucos metros da casa onde mora. A auxiliar de operação foi perseguida e morta por um homem que até o momento não foi identificado pela polícia. Segundo testemunhas, o assassino fugiu com a bolsa da vítima. O crime aconteceu no Jardim dos Bancários, em plena luz do dia.

    Márcia Antônia Ribeiro, de 44 anos, foi morta a tiros dentro de uma agência bancária na região central da cidade, também em plena luz do dia. Ela aguardava na fila para pegar uma senha, quando levou dois tiros na barriga. O ex-marido dela é o principal suspeito do crime. 

    A caminhada, marcada para as 10 horas de sábado (12), sairá da Praça Pedro Kaled (perto da Prefeitura), no centro da cidade, e seguirá até o final da Rua Doutor Jorge Xavier da Silva. Durante o trajeto, os manifestantes vão carregar cartazes e vestir roupas da cor preta em solidariedade às famílias das vítimas. “A intenção é encorajar as mulheres que diariamente são vítimas de agressão a denunciarem, mostrar que elas não estão sozinhas. Queremos que todas as mulheres, não só hoje, mas todos os dias sejam livres de qualquer violência e que não lhe seja negado o direito à vida”, disse a técnica em enfermagem Itercia da Costa Almeida, uma das organizadoras da caminhada.

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