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Empresários vivem noite de terror nesta sexta

Passageiros de um ônibus de empresários e lojistas que iam para São Paulo passaram momentos de terror na noite desta sexta-feira (17) em Castro. Saindo de Ponta Grossa e passando por Carambeí, o veículo parou na rodoviária do município onde ocorreu o crime e, segundo relatos, ficou parado por 15 minutos com a porta aberta, mesmo com o número completos de passageiros. Foi aí que iniciou uma sequência de acontecimentos com as vítimas.


“Estava muito estranho (a parada), pois não tinha mais ninguém para embarcar. Perguntei porque estávamos parados ali e responderam que estavam esperando a escolta. Deu um tempo, entraram três assaltantes que nos fizeram de refém por meia hora: um ficou na cabine com o motorista, enquanto outro ficou na parte de baixo e o terceiro em cima”, conta a empresária Lilian Daiane dos Santos, que saiu de Ponta Grossa, mas teve seu trajeto interrompido.


Armados e autoritários, conforme destaca a vítima, fizeram com que o motorista conduzisse o ônibus pela PR-151. No momento que o comboio e a Polícia Militar cercaram o veículo, começou outro momento de tensão. “Teve uma hora que achei que eles iam machucar dois reféns, uma mulher com o marido dela, porque acharam que eles estavam ligando para a Polícia. Eles sabiam, porque quando ele (o assaltante do pavimento superior do ônibus) descia, o outro (assaltante) falava: já ligaram três vezes para os policiais”, destaca Lilian.


Foi então que o ônibus foi cercado e, mesmo com o veículo andando, pularam, de acordo com o relato da empresária. Então, começou uma troca de tiros: Lilian destaca que foram, ao menos, 20 disparos entre os bandidos, a Polícia Militar e a escolta. Segundo relatório da própria PM, o ônibus foi avistado na PR 151, próximo a Concessionária Kugler. Após a fuga, os assaltantes entraram num matagal. Dois suspeitos foram capturados e reconhecidos pelas vítimas – um de 26 e outro de 28 anos, encaminhados a Delegacia da Polícia Civil.


Transtorno e revolta


A noite ainda reservaria mais problemas para as vítimas do assalto ao ônibus com destino a São Paulo. “Nos deslocamos de onde estávamos e fomos a Delegacia (de Castro), onde eles se negaram a tomar depoimento dos reféns. Tinha gente traumatizada psicologicamente, tinha uma grávida, pessoas desesperadas. A Polícia Civil estava com preguiça de trabalhar”, aponta Lilian.


A revolta foi geral quando, por volta das 23h, quando as vítimas já tentavam há mais de uma hora prestar depoimento à Polícia Civil, os portões foram fechados e eles foram indicados a prestarem um Boletim de Ocorrência na Polícia Militar. “O plantão de sexta para sábado não quis socorrer a vítima. Eles nem acionaram o delegado. Os reféns tiveram que entrar novamente no ônibus, tínhamos medo de sermos assaltados outra vez. Vai que ia outro bandido entra, estávamos no mesmo lugar praticamente (que ocorreu o crime). Isso foi indignante”, comenta a empresária.


Com o descaso apontado por Lilian, poucos foram os reféns que se comprometeram a fazer o Boletim de Ocorrência junto a Polícia Militar. Várias pessoas tiveram que ligar para parentes e amigos as buscarem, em Castro, quando já se passavam 2 horas da manhã deste sábado (18). Segundo cálculos da empresária, ao menos R$ 50 mil devem ter sido levado pelos assaltantes. O terceiro suspeito continua foragido.


As informações são do Portal aRede

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