segunda-feira, 21 de julho de 2014

  • Funcionário público sem comprometimento

    Até onde vão as conseqüências do funcionário público sem comprometimento, afinal, funcionário público trabalha para o prefeito ou para o povo?

    É tão lindo quando abre concurso público para os mais diversos cargos, todo mundo estudando, se preparando pra prova, exames e etc., total satisfação quando é aprovado e contratado. Pronto, acabou já está no cabide, chuva ou sol o seu salário está na conta. Recessos, feriados prolongados e toda a mordomia do funcionalismo.

    Talvez nos anos iniciais da carreira, o funcionário seja comprometido, queira atender bem, queira mudar o mundo, mas o tempo vai passando e aquilo vai se tornando enfadonho, rotina, chato e aí começa a falta de profissionalismo e comprometimento, afinal, - "quero ver quem vai me demitir, sou concursado (a)”. 

    Trata mal o povão que precisa de atendimento, seja na saúde, educação, segurança, no parque de máquinas, na prefeitura, enfim, desprezo, nem ao menos olha na cara do cidadão. Até parece que não dormiu bem, que não recebeu o devido carinho do esposo ou da esposa, mau humor, dando a entender que não gosta daquilo que faz. Ora essa, não sofra! Vá fazer outra coisa e dê o seu lugar para quem deseja trabalhar, emprego não falta.

    Certa vez nas filas da farmácia popular viu-se um homem perguntar pela atendente, que em pleno horário de atendimento não estava no seu posto de trabalho, ótimo, já foi suficiente para se travar um duelo de línguas, de um lado era - "Eu pago seu salário!", do outro lado era - "Se paga meu salário me faça um vale então!" e por aí afora!

    Outra vez viu se uma funcionária de posto de saúde mandar o paciente que precisava de curativo entrar e ir retirando por conta própria os esparadrapos e gazes, ora, o curativo era na mão. Azar do paciente, o sol está tão quentinho, ele que espere!

    Temos que questionar e reclamar quando o serviço que é nosso direito não está sendo bem prestado, mas muitas vezes o anti-profissional faz uma pergunta se transformar em desacato, que, aliás, seu artigo e descrição estão sempre lá em local visível e de destaque. Ninguém vai desacatar sendo ao menos bem atendido, talvez o problema do homem que procura o serviço publico não possa ser resolvido, mas se este for bem tratado vai sair do local contente, simplesmente pelo atendimento e ainda vai fazer propaganda - "Lá no UPA eu esperei uma hora para ser atendido, mas o médico e a enfermeira me atenderam super bem”.

    Mas por que o blog está publicando isso? Ora, não se trata de uma crítica ao governo municipal, trata-se de uma narração do dia-a-dia nas repartições públicas, porém num contexto mais individual onde a pessoa investida no cargo publico não veste a camisa, não é tomada pelo sentimento de dever.

    Claro, sabemos que tudo isso descrito acima é exceção, há muita gente boa que apesar do trabalho desgastante e estressante, continua comprometida e sensibilizada com seu dever perante a sociedade e o sistema, pessoas que sem dúvida deitam em seu travesseiro para dormir sem nenhum ressentimento nem rancor, e para estes ficam nossos agradecimentos, congratulações e nosso pedido, continuem assim! 

    Avon